Pré-Oscar 2009: Direção e Roteiro

Clint Eastwood recebe com os Oscar de Melhor Diretor e Melhor Filme em 2005

Clint Eastwood com os Oscar de Melhor Diretor e Melhor Filme em 2005

No caminho para a entrega das estatuetas douradas mais famosas do mundo do cinema, postaremos uma breve explicação sobre as categorias Melhor Roteiro, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Diretor. Essa postagem faz parte de uma série de outros temas que pretendem explicar as diversas categorias premiadas no Oscar de uma maneira simples e objetiva.

Inicialmente, há duas categorias acerca de roteiros no Oscar: Melhor Roteiro e Melhor Roteiro Adaptado e a diferença entre elas é simples. O prêmio de Melhor Roteiro vai para um escrito originalmente, ou seja, que é uma história que saiu da cabeça de quem está escrevendo. Já o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado vai para algum que é baseado em outra obra de arte, geralmente um livro, mas não necessariamente.

Mas qual o papel do roteiro e da direção em um filme? A resposta é complexa, e alguns pensam que o roteiro é mais importante que a direção, outros pensam o contrário, mas todos concordam que ambos são fundamentais para a qualidade de uma película.

Costumo comparar um filme a um organismo no qual a direção faz o papel de cérebro e o roteiro representa o coração. Assim, um não vive sem o outro, ambos precisam de harmonia para que o filme funcione bem. A direção é o cérebro porque ela controla a película em todos os seus aspectos. É o diretor que refina a atuação dos atores, que escolhe o tipo de fotografia, que enxerga qual música cabe melhor em cada sequência e que dá o toque final na edição de um filme. Ou seja, o diretor controla o filme e faz com que ele se desenvolva em harmonia; o cérebro, com ajuda de muitos outros órgãos, determina o funcionamento e a personalidade do organismo.

Já o roteiro representa o coração porque, além de ser vital, dá um tom poético à película. É claro que a direção influi no potencial artístico de um filme e a sensibilidade da obra depende de vários fatores, desde a iluminação até a trilha sonora; mas o roteiro é a história, é a condução da obra cinematográfica, é o fio delineador. Muito do potencial de um filme vem da qualidade de um bom roteiro, que pode ser tão intenso quanto qualquer livro da alta literatura. Afinal, se não houver uma grande história por trás de um filme, não há toque estético que  consiga produzir emoção na audiência. A não ser em filmes puramente estéticos como 2001: uma Odisséia no espaço, mas isso é assunto para outro dia…

Pode um filme com um bom roteiro e uma má direção se salvar? Creio que não. Observaremos uma bela história, mas os atores não farão bonito, o desenvolvimento do filme será prejudicado e a edição provavelmente será falha. O diretor será como uma pessoa que não tem habilitação com um Ferrari na mão. E um bom diretor, pode salvar um mau roteiro? A princípio, sim, porque o diretor pode interferir no roteiro. Porém, os roteiristas são profissionais e artistas qualificados para seu trabalho e o fazem melhor que ninguém. No fim das contas, um bom diretor conseguirá apenas um filme bonito e que impressiona, mas que não consegue esconder seu vazio de história e sentimento.

Assim, roteiro e direção não podem viver separados. Um bom filme provavelmente contará com ambos de qualidade.

Para conferir os indicados ao Oscar 2009, clique aqui.

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