I SP TERROR: FESTIVAL INTERNACIONAL

I SP TERROR

I SP TERROR

É, longo tempo sem postar… Um dia ainda vou normalizar minha vida neste blog. Estou de férias depois de um semestre maluco, de muita correria e agora posso dizer que estou curtindo São Paulo realmente. Tanto é assim que estou acompanhando o I SP TERROR: FESTIVAL INTERNACIONAL FANTÁSTICO.

Os filmes de terror não agradam a todos, é verdade (aliás, filme nenhum agrada a todos), mas não se pode negar que há pérolas do gênero que são clássicos da História do Cinema. Mas não vou citar nenhum aqui, pois vou falar de cinema contemporâneo e de terror! Vou assistir a oito filmes da mostra durante os próximos dias e postarei minhas impressões por aqui. Hoje assisti a dois.

O primeiro foi “36 Passos” (2007), da Argentina e do diretor Adrian Garcia Bogliano. O filme, de baixíssimo orçamento, certamente não terá muitos fãns. Primeiro porque é do estilo gore, cheio de sangue, vísceras e mortes escabrosas. Segundo porque o roteiro é bem maluco, digressivo e fora do comum. Pessoalmente, não me agradou, mais pelo segundo motivo do que pelo primeiro. Há uma série de incoerências na história, a filmagem é precária (e isso não tem nada a ver com o baixo orçamento) e a ideia não é lá muito original. Mas confesso que o filme é bem digressivo, deixando brechas para interpretações mais otimistas que as minhas.

Pablo e Malena

Pablo e Malena

Já o filme “Os Aparecidos” (2008), da Espanha e do diretor Paco Cabezas, valeu a mostra toda. Entrei na sala da Reserva Cultura pensando que ia encontrar mais terror gore e encontrei, na verdade, uma bela história. Em tempos alardeados como escassos de criatividade no Cinema, me alegra assistir a um filme de terror com alto teor dramático e histórico ao tratar de um tema espinhoso: a ditadura militar argentina. Mistura inusitada e surpreendentemente bem realizada. Ar fresco por aí… O filme é muito bom e conta a história de Malena e Pablo, dois irmãos que voltam da Espanha para a Argentina para visitar o pai em coma e decidir se desligam ou não os aparelhos que o mantêm vivo. Após encontrarem um velho diário, os dois são jogados em uma confusão entre passado e presente, e fantasmas da ditadura começam a rondar por aí. A cena em que Malena conversa com uma senhora que sofreu com as torturas do regime militar é de uma densidade dramática indescritível e que tocará qualquer brasileiro que conheça a tenebrosa época por que passamos também em nosso país. Mas melhor ainda é o fim do filme, irônico e destrutivo. Sonhar com um mundo novo a partir de amanhã, 11 de setembro de 2001… Pobre Pablo…

Amanhã tem mais!

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