I SP TERROR: FESTIVAL INTERNACIONAL [2]

Eli não é uma bela vampira?

Eli não é uma bela vampira?

Mais um dia de festival, mais dois filmes para comentar. Uma coisa interessante destes festivais é que muitos filmes chegam por aqui com legendas em inglês, então a legenda em português, feita especialmente para o evento, apararece em um espaço abaixo da tela. É um desafio de coordenação cerebral, porque eu instintivamente lia as legendas em inglês, às vezes baixava os olhos até as em português e tentava compreender o espanhol. Nisso o cerébro tentava se entender com os olhos e ouvidos!

Fora algum atraso no início do primeiro filme que vi hoje, tudo tem transcorrido bem. A equipe do festival tem que dar duro para acertar a projeção digital dos filmes, a fim de que tudo saia bem durante a sessão. O primeiro filme de hoje foi “O Visitante de Inverno”, co-produção Espanha/Argentina, do diretor Sergio Esquenazi. Los Hermanos que me perdoem, mas achei o filme bem fraco. Não por causa da terrível cena final da explosão, mas pelo conjunto da obra mesmo. Atualmente, as plateias de filmes de terror possuem cérebro e senso crítico, já não engolem mais os absurdos que muitas vezes aparecem em filmes mais antigos. E a história não tem nada a acrescentar, nem em matéria de sustos! Mil vezes mais “Os Aparecidos”, de ontem.

Sutileza e sensibilidade

Sutileza e sensibilidade

Mas o segundo, sempre o segundo, compensa tudo. “Deixe Ela Entrar”, o badalado filme norueguês do diretor Thomas Alfredson, conta a história de Oskar, um tímido e sofredor garoto de 12 anos e de Eli, uma meiga garota também de 12 anos, mas há muito mais tempo que Oskar… Eli é uma vampira. Sim, a história é sobre vampirismo. Não, não é a mesma purpurina que “Crepúsculo”. “Deixe Ela Entrar” é um filme metafórico, sensível e, para apreciá-lo, é necessária uma alta dose de alteridade. Isso porque, apesar dos problemas bem reais que Oskar enfrenta na escola, para perceber os dramas da história é preciso despir-se de preconceitos e perceber a beleza por trás da temática vampírica. E é aí que o filme deixa de ser fantasia e nos toca lá no fundo. Por que o vampirismo em questão nada mais é que puro humanismo. Tento, mas não me contenho! A cena em que Oskar observa Eli trocando de roupa e, hmm, o garotinho observa as intimidades da vampira, é memorável. Rápida e cortante, mas memorável porque simboliza todo o dilema sexual que envolve a passagem da infância para a adolescência.

Amanhã tem mais!

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