Arquivo do mês: dezembro 2009

SAG e Globo de Ouro 2010: ATRIZ COADJUVANTE

Oscar

Vou comentar as principais categorias das premiacoes, comecando por uma das mais dificeis da temporada. Minhas duas preferidas para os grandes premios da temporada sao Vera Farmiga, por Amor sem Escalas e Julianne Moore, por A Single Man.

O problema eh que Julianne nao foi indicada ao SAG, que costuma ser um indicador mais confiavel para a estatueta dourada do Oscar. O papel de Moore em A Single Man, apesar de pequeno, eh poderoso e digno dos premios, principalmente pela divida historica que a Academia contraiu com a atriz. Ainda sem a indicacao para o SAG, Julianne tem minhas apostas e minha torcida para o Oscar. Nesse sentido, tambem acho que ela leva o Globo de Ouro. Para o SAG, fico com Vera Farmiga.

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Arquivado em Globo de Ouro, SAG 2010

Mini critica: A SINGLE MAN

Deixo para comentar quando sair no Brasil. Soh duas palavras, alem das rotineiras desculpas pela falta de acentos:

Academia, quite sua divida e de um Oscar para Julianne Moore.

Academia, Oscar para Colin Firth.

Sem mais.

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Mini Critica: NINE

Ah, essas mulheres...

Assim como em relacao a Simplesmente Complicado, prefiro comentar Nine com propriedade quando o filme chegar ao Brasil. Mais uma vez sem acentos, compartilho somente algumas impressoes rapidas sobre o novo musical de Rob Marshall. Hoje tambem conferi o badalado Amor Sem Escalas, um bom filme, mas nao tudo isso como estao dizendo por ai. Da mesma forma, falo dele quando estreiar no Brasil.

Assistir a Nine foi um paradoxo do comeco ao fim para mim. Primeiro ponto: quem diz que o filme trata sobre nada nunca viveu o processo de criacao artistica. Talvez o pessoal que vomita criticas por ai afora, escrevendo textos vindos de formas, realmente pense que o filme verse sobre o nada. Entretanto, quem navega pelas aguas da Arte conhece bem o drama retratado em Nine. E, ah, Marion Cotillard, o melhor do filme eh dela, sem duvida alguma!

O paradoxo que me desafiou por duas horas foi que gostei muito da historia, da montagem, dos atores e do clima do filme. No entanto, achei as musicas chatas demais! Um filme musical que me agradou por tudo, menos por suas melodias. E agora, gostei ou nao? Deixo a resposta pro futuro.

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Mini Critica: SIMPLESMENTE COMPLICADO

Simplesmente Complicado

Pude conferir Simplesmente Complicado no dia de sua estreia no Canada e vou partilhar algumas impressoes rapidas sobre o filme, mas vou deixar para falar mais sobre ele em fevereiro, quando estreiar no Brasil. Mais uma vez, desculpas pela falta de acentos no texto.

Simplesmente Complicado eh simplesmente divertido. O filme rende muitas risadas para toda a audiencia, que contava com pessoas de todas as idades. O ritmo eh bom, a historia eh interessante e engrac’ada. No entanto, ha alguns esteriotipos perigosos que gostaria de discutir em fevereiro. Mas e quanto ao Globo de Ouro? Simplesmente Complicado eh certamente superior a Julie & Julia e Se Beber, Nao Case. Em relac’ao a 500 Dias com Ela, o filme de Nancy Meyers tem uma trama mais complexa e madura, mas 500 Dias trouxe uma poderosa lufada de ar fresco ao genero e conta com maior aceitac’ao da critica. Falta conferir Nine, amanha ja posso trazer minhas impressoes.

E Meryl Streep, que foi indicada ao Globo de Ouro tanto por Simplesmente Complicado quando por Julie & Julia? A primeira questao eh que Streep sai em desvantagem pela dupla indicac’ao, que dividira seus votos. Mas analisando o cenario para o Oscar, o papel de Julia Child tem mais apelo, por ser biografico e por Meryl ter criado uma Julia perfeita. Entrentanto, em decorrencia da propria Julia, Meryl esta bem mais caricata neste papel, enquanto como Jane, Streep nos entrega uma personagem bem mais esferica. Eu prefiro Meryl Streep como Jane, mas aposto em Julia para o Oscar.

Por enquanto eh isso!

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Avatar

Resenha rapida de Avatar. Desculpas pela falta de acentos novamente.

Uma fabula epica que enche os olhos em seus 160 minutos de duracao. Apos 12 anos do sucesso de Titanic, James Cameron retorna com mais um filme megalomaniaco, que expande as fronteiras tecnologicas do cinema moderno. Assistir ao filme em 3D em uma tela IMAX eh estar embasbacado o tempo todo. E por tras de todos esses efeitos especiais? Nada de mais, uma historia que prende atencao, com um ritmo narrativo competente, mas que nao inova em absolutamente nada. Talvez tantos efeitos sirvam tambem para tentar esconder um vazio que, no fundo, nunca pode ser superado apenas por pirotecnia. 

PS.: Tentarei fazer alguns comentarios preliminares de Nine e Simplesmente Complicado nos proximos dias.

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Curta temporada de ferias!

Ola Pessoal! O blog esta meio parado porque estou fora do pais, entao nao estou conseguindo postar muita coisa. Apesar disso, poderei ver alguns grandes filmes da temporada com antecedencia, como o musical Nine e Simplesmente Complicado que rendeu uma das indicacoes de Meryl Streep para o Globo de Ouro (ela recebeu duas!!!).

Assim, o blog entra de ferias por um mes, mas algumas postagens eventualmente aparecerao por aqui! Desculpem pela falta de acentos, mas a pressa e o teclado estrangeiro nao ajudam!

Abracos,

Renan

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Crítica: ATIVIDADE PARANORMAL

Ah, me assusta mais, por favor!

Atividade paranormal é, antes de mais nada, um sucesso de marketing. O filme do diretor estreante Oron Peli custou 15 mil dólares e veio conquistando atenção nos festivais internacionais desde 2007, até ser apadrinhado por Steven Spielberg e conseguir distribuição mundial, o que já lhe rendeu vários milhões de dólares. Com algumas mudanças em relação ao original, o filme nos cinemas investiu pesado em seu trailer, criando uma grande euforia a seu redor. Isso, talvez, tenha sido seu maior erro.

Atividade Paranormal é, também, um bom filme de terror. Não mostra nada explicitamente, não abusa de sangue ou barulhos assustadores, investe em sutilezas como passos, lustres balançando e portas se mexendo sozinhas. Pode parecer estranho falar dessas coisas quando a moda é fazer filmes de terror os mais explicítos possíveis, mas o que assusta de verdade não são monstros gosmentos ou vísceras esvoaçantes, mas sombras por trás de cortinas ao vento. Filmado no modelo câmera de mão (muito bem utilizada, porque nunca nos irritamos com seu balanço), as tomadas investem no que não podemos ver e, com a ajuda de um bom casal de protagonistas (apesar de meio bobinhos), nos fisga exemplarmente.

No entanto, acho que já vi filmes de terror demais na vida. Reconheço as qualidades do longa, algumas pessoas realmente deixaram a sala, mas ele não conseguiu me assustar. Mas acho que também há algumas falhas do longa nesse quesito. A primeira delas é entregar demais no trailer, que denuncia as melhores cenas de susto, exceto por uma delas. A apoteose de sequências assustadoras do trailer assuta mais que o próprio filme, que não engrena em tomadas de tirar o fôlego. Aliás, na sala a que assisti, as reações das pessoas não eram os sustos homéricos que vimos nos trailers. Outra questão é que, apesar da competência em não ser explícito, Atividade Paranormal perde várias oportunidades de aproveitar tomadas e pregar alguns sustos a mais, deixando aquela sensação de que quase tudo já era esperado.

Com A Bruxa de Blair e REC como adversários no formato de filmagem, Atividade Paranormal se revelou um belo exemplar de filme de terror, tão raros em qualidade hoje em dia, mas está longe de ser o melhor da década ou o assombro que prometia. É o poder do marketing, que muito promete ao nos provocar e depois não pode entregar o produto que esperávamos. Continuo esperando o horror que vai me pregar na cadeira…

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