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Embasbawards 2010: Ator Coadjuvante

As grandes performances de 2009 na categoria:

Christoph Waltz

Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios. Waltz fez um trabalho primoroso dando vida ao Coronel Hans Landa, que já lhe rendeu todos os prêmios da temporada e lhe dará  Oscar dia 07 de março. Impecável nos movimentos, sarcástico na voz, Waltz oscila com perfeição entre a caricatura e a seriedade, dando ao personagem tudo de que o filme precisava.

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Philip Seymour Hoffman

Philip Seymour Hoffman, por Dúvida. Desde Capote, Hoffman conseguiu superar a alcunha de coadjuvante de luxo, entregando belos trabalhos nas categorias principais, como recentemente em Sinédoque, Nova York. Em Dúvida, Hoffman volta ao papel de coadjuvante ao embrenhar-se num duelo de excelência com Meryl Streep. Com a dúvida central do longa girando ao redor de Padre Flynn, só um mestre poderia dar ao personagem a ambiguidade necessária para a manutenção do clima do filme.

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Stanley Tucci

Stanley Tucci, por Julie&Julia. Coadjuvante de luxo da vez, Stanley Tucci vem chamando a atenção desde O Diabo Veste Prada e em Julie&Julia repete a parceria de sucesso com Meryl Streep. Leve e preciso, Stanley é lembrado pelo Embasbawards também pelo conjunto de sua obra.

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Michael Shannon

Michael Shannon, por Foi Apenas um Sonho. Shannon aparece pouco em Foi Apenas um Sonho, mas surpreende pela profundidade em que representa um doente mental oscilando na tênue linha entre consciência e crise. Sua cena fulcral, apesar de um tanto forçada pelo roteiro, dá espaço para que o ator brilhe em seu papel e tire o ar da audiência, que só respira novamente quando ele sai de cena.

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Alan Rickman

Alan Rickman, por Harry Potter e o Enigma do Princípe. Alan Rickman vem fazendo um grande trabalho na série de Harry Potter, na qual dá vida ao mais complexo dos personagens de toda a trama. Em O Enigma do Princípe, apesar da audiência não saber,  Snape enfrenta um dos maiores dilemas morais de sua vida atribulada, o que transparece com maestria nas expressões sombrias e pesadas do personagem.

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Vencedores SAG Awards 2010

“Atores não cavalos em uma corrida.” Atribuída a Fernanda Montenegro

Bastardos Inglórios, o grande vencedor

A cerimônia do SAG Awards foi ainda mais suscinta que o Globo de Ouro, com menos comerciais e mais agilidade na apresentação das categorias. Sem grandes surpresas e com uma grande decepção, o Screen Actors Guild Awards 2010 valeu a pena pela emocionante e hilária homenagem a Betty White, lenda da televisão americana, que fez um dos discursos mais memoráveis das temporadas de premiações ao misturar humor e história da indústria cultural norte-americana. Afinal, Bette White trabalhou no rádio, estreiou quando a televisão estava começando a invadir os lares e fez história também no cinema.

Christoph Waltz levou o prêmio de melhor ator coadjuvante por Bastardos Inglórios, sem grandes surpresas. Levando o prêmio merecido pela performance espetacular de Waltz no longa de Quentin Tarantino, o austríaco venceu Matt Damon, Christopher Plummer, Woody Harrelson e Stanley Tucci.

Por outra categoria previsível, Mo´nique levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante. Apesar de minhas torcidas por Vera Farmiga e seu trabalho surpreendente em Amor Sem Escalas e por Julianne Moore em Direito de Amar, que nem foi indicada ao SAG, há que se reconhecer que Mo´nique faz um trabalho estupendo como a mãe asquerosa de Preciosa. Premiação mais que merecida. As outras concorrentes eram Penelopé Cruz (Nine), Anna Kendrick (Amor Sem Escalas) e Diane Krueger (Bastardos Inglórios).

Na categoria de melhor ator, muito se comentou sobre a performance de George Clooney em Amor Sem Escalas.  Minhas torcidas eram pelo trabalho sublime de Colin Firth em Direito de Amar. No entanto, desde o Globo de Ouro, Jeff Bridges, o vencedor da noite, vem se desenhando como o favorito do ano ao Oscar, no papel que tem sido chamado de “a performance de uma carreira”. Concorriam também Morgan Freeman (Invictus) e Jeremy Renner (Guerra ao Terror).

Curto e grosso, Sandra Bullock levou o prêmio de melhor atriz por O Lado Cego. Parafraseando a genialidade de Fernanda Montenegro, Bullock e Meryl Streep estão literalmente em uma corrida pelo Oscar. As duas empataram no Critics Choice Awards, cada uma levou um Globo de Ouro semana passada e agora Bullock está teoricamente na frente na corrida pela estatueta dourada. Ocorre que Streep não precisaria estar uma corrida deste estilo. Sandra Bullock não fez nenhum milagre interpretativo que não seja trazer dinheiro para os estúdios. A performance brilhante de Streep como Julia Child seria a escolha natural das premiações se fatores externos como dinheiro e sentimentalismo não influenciassem os votantes.

Finalmente, Bastardos Inglórios levou a estatueta de Melhor Elenco, o grande prêmio da noite. Historicamente, o prêmio de melhor elenco no SAG funciona como um prêmio de melhor filme, já que só falamos de atuações. Tanto é assim que no ano passado a vitória de Quem Quer Ser um Milionário? na categoria foi determinada não pelo elenco, mas pelo filme. Em 2010, Bastardos Inglórios leva pelo elenco e pelo filme, o que traz um pouco de holofotes para o longa que tem sido preterido pelas premiações. Um respiro de alívio em um prêmio em que Avatar não concorria em categoria alguma…

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Vencedores Globo de Ouro 2010

Meryl Streep rumo ao terceiro Oscar

De volta ao Brasil, a felicidade de escrever em uma língua de acentos e cedilha. Gostaria de ter feito uma cobertura do Globo de Ouro ao vivo, como fiz com o Oscar ano passado e que foi um sucesso. Entretanto, a cerimônia aconteceu no mesmo dia em que cheguei de viagem e nem estava em minha casa. Agora que estou colocando a vida em ordem, apesar de um certo atraso, vou fazer alguns comentários sobre as estatuetas do último domingo, enquanto aguardamos ansiosos pelos resultados nos prêmios dos sindicatos e do Oscar. E neste sábado, dia 23 de janeiro, SAG Awards.

Logo mais também começa o Embasbawards, o prêmio deste blog para os melhores filmes que estreiaram nas salas brasileiras em 2009.

A cerimônia do Globo de Ouro é mais curta que o Oscar, sem muitas enrolações e com discursos mais curtos. Mas é mais cansativa, porque é mais tradicional e sem muitas inovações. E o apresentador não era dos mais engraçados apesar da fama nos Estados Unidos. A seguir, as principais categorias  comentadas:

Melhor Animação Up – Altas Aventuras. A Pixar vem se aprimorando a cada ano e dominando as premiações nas categorias de animação. Em 2008, o estúdio realizou o 2001 do mundo das animações, Wall-E. Em 2009 nos entregou uma obra de menor calibre mas que também possui todos os louros tanto por seus aspectos técnicos quanto pela sensibilidade de seu roteiro.

Melhor Filme Estrangeiro A Fita Branca. Pude conferir o filme de Michael Haneke ano passado na Mostra Internacional de São Paulo e o prêmio é merecido. Não vi os outros concorrentes, mas A Fita Branca, apesar de frio e racional, é um primor em filmagem Preta&Branca, um olhar incisivo e perturbador sobre as origens do nazi-facismo e  possui um roteiro minunciosamente lapidado.

Melhor Ator em Comédia ou Musical Robert Downey Junior por Sherlock Holmes. A categoria estava em suspense, mas não posso afirmar nada sobre ela, pois ainda nao assisti a Sherlock Holmes. Tudo que pode ser falado é que Daniel Day-Lewis, apesar da excelência que sempre carrega consigo, não agradou com sua performance musical em Nine, que não foi bem recebido pela crítica.

Melhor Ator Coadjuvante em Filme Christoph Waltz por Bastardos Inglórios. Apesar das sempre agradáveis performances de Stanley Tucci, o ano é de Christoph Waltz. Quem viu Bastardos sabe da inspiração e da genialidade do trabalho do ator. Esse ano ele leva tudo.

Melhor Ator em Drama Jeff Bridges por Coração Louco. Infelizmente não tive tempo de conferir Coração Louco, mas a premiação de Jeff Bridges me surpreendey um pouco. Torço por Colin Firth em Direito de Amar, mas pensava que George Clooney levaria o prêmio por Amor Sem Escalas. Esperemos o SAG para ter uma ideia um pouco mais clara da categoria para o Oscar.

Melhor Atriz em Comédia ou Musical Meryl Streep por Julie & Julia. Nesse ano não tem para ninguém. Já passou da hora de a Academia dar o terceiro Oscar para Meryl Streep, que é a recordista de tudo quanto é coisa por aí. Há muito que a atriz já se tornou o Zeus do Panteão de Hollywood e a performance perfeita de Julia Child é o momento certo de Academia resgatar sua dívida para com a atriz.

Melhor Atriz Coadjuvante em Filme Mo´nique por Preciosa. Nessa categoria não consigo torcer para ninguém, porque Mo´nique, Vera Farmiga e Julianne Moore merecem o prêmio. De qualquer forma, o prêmio de Mo´nique é merecídissimo por seu papel asqueroso e complexo.

Melhor Atriz em Drama Sandra Bullock por O Lado Cego. O público americano adorou o filme de Bulllock, que melodramático e maniqueísta demais para me agradar. De todo modo, sua interpretação vem sendo elogiada, talvez como a primeira com reais chances para o Oscar. Para mim, uma balela. Qualquer outra das concorrentes da categoria teria sido uma escolha melhor.

Melhor Roteiro  Jason Reitman por Amor Sem Escalas. Gostei bastante do novo filme do diretor de Obrigado por Fumar e Juno e o roteiro é realmente louvável.

Melhor Filme Comédia ou Musical Se Beber Não Case. A maior palhaçada da noite. Não é segredo para ninguém que este filme não me agradou em nada. Mas mesmo quem gostou do longa há de convir que um prêmio de melhor filme  para Se Beber Não Case mostra a decadência da categoria. 500 Dias com Ela seria uma escolha muito mais sensata.

Melhor Diretor James Cameron por Avatar. Tudo bem, até aí somos amigos. James Cameron é um bom diretor.

Melhor Filme Drama Avatar. Também não é segredo para ninguém que não acho Avatar a oitava maravilha do mundo. Reconheço toda revolução técnica trazida pelo filme, a imersão na história muito bem contada, a mensagem bonita e blábláblá. Os méritos são muitos e ignorá-los é impossível. Só não acho que só isso o transforme no melhor filme do ano. A banalidade e a superficialidade da história impedem que eu o reconheça assim, por maiores que sejam seus méritos em outros quesitos.

Lembrando que sábado tem Screen Actors Guild Awards, o prêmio do sindicato dos atores, um termômetro mais confiável para o Oscar. Veremos  o que nos espera!

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