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Embasbawards 2010: Maquiagem

Sem grandes segredos, os destaques em Maquiagem nas estreias em 2009 no Brasil:

O Curioso Caso de Benjamin Button – Muitas vezes é difícil separar maquiagem e efeitos especiais em Benjamin Button, mas o trabalho da equipe é tão louvável quanto o de efeitos visuais. A sutileza das composições e o envelhecimento dos atores é magnífico a tal ponto que o longa certamente revolucionou a área. Cate Blanchett irreconhecível na cama do hospital é o ponto alto da categoria.

O Curioso Caso de Benjamin Button

Harry Potter e o Enigma do Príncipe – Apesar das reclamações dos fans sobre o conteúdo do sexto filme da franquia de Harry Potter, o longo trouxe agradáveis surpresas técnicas que renderam uma indicação também a categoria de efeitos visuais do Embasbawards 2010, revelando o aprimoramente da série desde o quinto filme. A maquiagem não fica atrás e merece os louros também.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Arrasta-me para o Inferno – A volta de Sam Raimi, após a direção da franquia de Homem Aranha, para o estilo de filmes que o fez famoso criou um cenário interessante: um diretor conceituado num gênero tradicionalmente ligado ao cinema B. Dessa mistura inusitada saiu um “terrir” com ares de filme independente mas com produção de calibre. Nesse contexto, lembramos o trabalho de maquiagem capaz de criar tomadas realmente nojentas.

Arrasta-me para o inferno

Distrito 9 – Atualizo esta categoria porque quase cometo uma grande injustiça ao deixar Distrito 9 de fora da lista. Agradeço ao Blog Central de Prêmios pelo link sobre a maquiagem do filme, que é realmente impressionante. A caracterização dos aliens e a transformação gradual do protagonista são impecáveis.

Distrito 9

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Embasbawards 2010: Som

Na segunda categoria do Embasbawards 2010, os melhores sons dos filmes que estreiaram em 2009 no Brasil. Essa categoria engloba tanto som quanto mixagem de som. Basicamente, essas categorias englobam a criação de sons de um filme, a forma como sons são captados e expressados na tela e sua mixagem que, em linguagem não técnica, significa colocar cada som no seu devido lugar em harmonia com o conjunto.  Só lembrando que as listas das premiações  deste blog não são hierárquicas.

Avatar

Avatar – O grande favorito de 2009 às categorias de sons não pode ser esquecido por esse blog. A magnitude técnica do filme de James Cameron não se limita aos efeitos especiais, se estendendo também à sonoridade poderosa que acompanha todas as cenas. O filme acerta ao criar os mágicos sons de Pandora e das cenas de ação e colocá-los na película com precisão e sutileza.

Star Trek

Star Trek – Os grandes filmes de ação e aventura geralmente dominam as categorias de sons e Star Trek não fica atrás. O divertido filme que trouxe de volta a franquia à atençao das audiências entra na linha de Avatar ao entregar efeitos estonteantes e um trabalho de som impressionante.

Quem Quer Ser um Milionário?

Quem Quer Ser um Milionário? – O frênesi de imagens do filme de Danny Boyle poderia perder em muito seus efeitos estonteantes se não fosse pela compentente edição e mixagem de sons do longa. Com um trilha sonora também empolgante, o vencedor do Oscar de 2009 é uma experiência sinestésica à altura da Índia.

O Curioso Caso de Benjamin Button

O Curioso Caso de Benjamin Button – Sutileza é a palavra de ordem ao se referir a este longa. Todo o compentente trabalho com efeitos especiais e maquiagem é repetido também pela equipe de sons.

Distrito 9

Distrito 9 – 2009 foi não apenas o ano do 9 no cinema, mas também o ano das ficções científicas. Distrito 9 fecha o ciclo deste gênero e entrega um excelente trabalho na área, com destaque para as cenas de ação e para a linguaguem dos alienígenas no filme.

Próxima categoria: Melhores Figurinos

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Salve os Bastardos do Distrito 9!

Em meio a Mostra Internacional de Cinema, resolvi fazer um post reunindo pequenos comentários sobre três filmes que vi durante a semana passada: Salve Geral, Bastardos Inglórios e Distrito 9.

Salve Geral

Salve Geral

O primeiro longa é, infelizmente, o brasileiro que vai nos representar na corrida pelo Oscar em 2010. Já adianto que a Academia deverá deixá-lo de lado, pois o filme tem uma série de problemas. Ninguém o recebeu bem, nem a crítica especializada, nem a comunidade de cinéfilos blogueiros. Salve Geral tem um roteiro superficial, que não consegue abordar a intrincada questão da segurança pública e das facções criminosas nos presídios. O longa deixa um sensação de impotência diante da realidade, mas não é crítico o suficiente para se sustentar. Se você quer fazer um filme que não ofereça finais felizes, tem que acertar a mão. Enfim, a direção de Sergio Rezende avança aos trancos e barrancos, de forma pouco fluida e também não consegue tirar boas atuações de um elenco que poderia oferecer bem mais do que vemos.

Bastardos Inglórios

Bastardos Inglórios

Bastardos Inglórios, mais um acerto de Quentin Tarantino, pode parecer lento e sem objetivos claros, mas é nos diálogos e na estrutura temporal que o longa mostra sua mágica. Não é segredo que Tarantino possui um talento descomunal para construir diálogos antológicos, que dão vida a muitos de seus filmes. A lentidão de Bastardos se transforma em puro deleite. Outra questão interessante no longa é o tempo, que parece se protrair de maneira misteriosa, apurando ainda mais o deleite criado pelas mãos do diretor. Não falarei de todas as referências que o filme faz, assunto batido nas críticas a respeito, mas sim do tapa que recebemos ao final do filme. Quem não se deliciou com a cena final no cinema, com a “vingança histórica” a que assistimos? Cuidado, podemos estar mais próximos dos nazistas do que supomos…

Distrito 9

Distrito 9

Distrito 9 veio com todo o peso do nome de Peter Jackson e com ar de inovação para a ficção científica. E o maior problema do longa é este. Os alienígenas do filme, pretexto para todas as críticas sociais que foram apontadas resenhas afora, são demasiadamente parecidos com humanos. A única coisa que os torna aliens é sua forma grotesca, de resto são humanos excluindo e fazendo mal a humanos, coisa que vemos todos os dias nos noticiários. Distrito 9 é legalzinho, apesar da queda de interesse pela película no terço final, mas não está com a bola toda. Na minha humilde visão, foi superestimado. Mas de uma coisa eu sei: não se trata de um filme de ficção. Afirmação polêmica, confesso.

Amanhã tem mais Mostra Internacional de Cinema!

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