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Oscar 2010 – Curta de Animação: A MATTER OF LOAF AND DEATH e GRANNY O´GRIMM´S

Os dois últimos curtas de animação indicados ao Oscar 2010 são Granny O´Grimm´s Sleeping Beauty, da Irlanda, e Wallace and Grommit – A Matter of Loaf and Death, mais um da série da conhecida dupla e, também por isso, o favorito da categoria.

Granny O´Grimm´s, apesar de tratar de um assunto sério como a discriminação de idosos, é o mais fraco da categoria para mim. O curta agrada mas esgota seu argumento rapidamente, de modo que já estamos cansados antes dos seis minutos finais. Além da indicação ao Oscar, a animação venceu o Festival Irlandês de Cinema e Televisão. Confira no Youtube:

A Matter of Loaf and Death tem sido apontado como o favorito para a estatueta dourada dia 07 de março. Quase 30 minutos de animação garantem uma trama instigante e um esbanjamento das técnicas de animação, além do fato de Wallace e Grommit, os protagonistas, já contarem com a simpatia do público e dos votantes por suas aventuras anteriores. Confira clicando aqui.

Mas essa é uma das categorias em que podemos esperar surpresas, como ocorreu na premiação do ano passado. Em breve mais postagens sobre o Oscar 2010.

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Indicados ao Oscar 2010: Lista Completa

Indicados às principais categorias, apresentação de Anne Hathaway e do presidente da Academia.

Leia os comentários aqui

Melhor filme
“Avatar”
“The Blind Sinde”
“Distrito 9”
“Educação”
“Guerra ao Teror”
“Bastados Ingflórios”
“Preciosa”
“Um Homem Sério”
“Up – Altas Aventuras”
“Amor Sem Escalas”

Melhor diretor
James Cameron, “Avatar”
Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”

Melhor ator
Jeff Bridges, “Crazy Heart”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A Single Man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Rennet, “Guerra ao Terror”

Melhor atriz
Sandra Bullock, “The Blind Side”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”
Meryl Streep, “Julie & Julia”

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The Messenger”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”

Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas”
Maggi, “Crazy Heart”
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas”
Mo’Nique, “Preciosa”

Melhor animação
“O Fantástico Sr. Raposo”
“Coraline e o Mundo Secreto”
“Up – Altas Aventuras”
“A Princesa e o Sapo”
“The Secret of Kells”

Melhor roteiro original
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“The Messenger”
“Um Homem Sério”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor roteiro adaptado
“Distrito 9”
“Educação”
“In the Loop”
“Preciosa”
“Amor Sem Escalas”

Melhor filme estrangeiro
“Teta Assustada”, Peru
“A Fita Branca”, Alemanha
“O Profeta”, França
“Ajami”, Israel
“O Segredo de Seus Olhos”, Argentina

Melhor direção de arte
“Avatar”
“O Imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“Sherlock Holmes”
“A Jovem Victoria”

Melhor fotografia
“Avatar”
“Harry Potter e o Enigma do Príncipe”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“A Fita Branca”

Melhor figurino
“Brilho de uma Paixão”
“Coco Antes de Chanel”
“O Imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“A Jovem Victoria”

Melhor edição
“Avatar”
“Distrito 9”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“Preciosa”

Melhor maquiagem
“Il Divo”
“Star Trek”
“A Jovem Victoria”

Melhor trilha sonora
“Avatar”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“Guerra ao Terror”
“Sherlock Holmes”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor canção original
“A Princesa e o Sapo”, com “Almost There”
“A Princesa e o Sapo”, com “Down in New Orleans”
“Paris 36”, com “Loin de Paname”
“Nine”, com “Take It All”
“Crazy Heart”, com “The Weary Kind”

Melhor documentário de longa-metragem
“Burma VJ”
“The Cove”
“Food, Inc”
“The Most Dangerous Man in America”
“Which Way Home”

Melhor documentário de curta-metragem
“China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province”
“The Last Campaign of Governor Booth Dardner”
“Music by Prudence”
“Rabbit à la Berlin”

Melhor curta-metragem de animação
“French Roast”
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty”
“The Lady and the Reaper”
“Logorama”
“A Matter of Loaf and Death”

Melhor curta-metragem
“The Door”
“Instead of Abracadabra”
“Kavi”
“Miracle Fish”
“The New Tenants”

Melhor edição de som
“Avatar”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“Star Trek”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor mixagem de som
“Avatar”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“Star Trek”
“Transformers – A Vingança dos Derrotados”

Melhores efeitos visuais
“Avatar”
“Distrito 9”
“Star Trek”

Em breve, uma postagem completa sobra as indicações da Academia. Até lá!

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Vencedores DGA Awards 2010

 Na madrugada de ontem foram anunciados os vencedores do Directors Guild of America Awards, o prêmio do sindicato dos diretores, que ocorre na esteira dos prêmios dos sindicatos dos atores e dos produtores. Contando com a presença de Jodie Foster, Carrey Mulligan, Danny Boyle, Sam Worthington, Soe Saldana entre outros para a apresentação da cerimônia, o DGA 2010 polarizou ainda mais a disputa pelo Oscar a ser decidida em março deste ano.

Kathryn Bigelow levou o grande prêmio da noite na categoria de direção de filme em cinema. Como Guerra ao Terror já tinha levado o prêmio dos produtores, o filme se fortalece como a pedra no sapato oficial de Avatar na campanha para a grande estatueta dourada.

Desde 1948, a Academia só divergiu do DGA Awards na entrega do Oscar em seis ocasiões. A grande dúvida que vai sacudir o universo dos cinéfilos até a grande noite do Oscar, quando Avatar certamente tiver se consolidado como o maior fenômeno de bilheteria da história: será que a Academia vai preterir tamanho sucesso em favor de um filme que quase passou despercebido?

Alea jact est, diria um velho conhecido.

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Mini Critica: PRECIOUS

Todo ano eh a mesma coisa: muitas interpretacoes dignas do Olimpo e apenas uma delas vai sair coroada com a estatuera dourada do Oscar. Isso esta profundamente errado, e quando assisti a Precious o conflito surgiu denovo. Todo mundo sabe que Julianne tem minha torcida para o Oscar de coadjuvante deste, mas ai me aparece Mo’nique e divide meu coracao. E Gabourey Sidibe tambem faz um trabalho espetacular, mas provavelmente vai concorrer com Meryl Streep. Acho que vou parar de pensar nesses quesitos… Oscar pra todo mundo!

Quanto ao filme, gostei muito. Poderoso. Sem tempo nem acentos para comentar mais…

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Mini critica: A SINGLE MAN

Deixo para comentar quando sair no Brasil. Soh duas palavras, alem das rotineiras desculpas pela falta de acentos:

Academia, quite sua divida e de um Oscar para Julianne Moore.

Academia, Oscar para Colin Firth.

Sem mais.

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Mini Critica: SIMPLESMENTE COMPLICADO

Simplesmente Complicado

Pude conferir Simplesmente Complicado no dia de sua estreia no Canada e vou partilhar algumas impressoes rapidas sobre o filme, mas vou deixar para falar mais sobre ele em fevereiro, quando estreiar no Brasil. Mais uma vez, desculpas pela falta de acentos no texto.

Simplesmente Complicado eh simplesmente divertido. O filme rende muitas risadas para toda a audiencia, que contava com pessoas de todas as idades. O ritmo eh bom, a historia eh interessante e engrac’ada. No entanto, ha alguns esteriotipos perigosos que gostaria de discutir em fevereiro. Mas e quanto ao Globo de Ouro? Simplesmente Complicado eh certamente superior a Julie & Julia e Se Beber, Nao Case. Em relac’ao a 500 Dias com Ela, o filme de Nancy Meyers tem uma trama mais complexa e madura, mas 500 Dias trouxe uma poderosa lufada de ar fresco ao genero e conta com maior aceitac’ao da critica. Falta conferir Nine, amanha ja posso trazer minhas impressoes.

E Meryl Streep, que foi indicada ao Globo de Ouro tanto por Simplesmente Complicado quando por Julie & Julia? A primeira questao eh que Streep sai em desvantagem pela dupla indicac’ao, que dividira seus votos. Mas analisando o cenario para o Oscar, o papel de Julia Child tem mais apelo, por ser biografico e por Meryl ter criado uma Julia perfeita. Entrentanto, em decorrencia da propria Julia, Meryl esta bem mais caricata neste papel, enquanto como Jane, Streep nos entrega uma personagem bem mais esferica. Eu prefiro Meryl Streep como Jane, mas aposto em Julia para o Oscar.

Por enquanto eh isso!

2 Comentários

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Carreira: Meryl Streep [4]

Um talento que abraça o mundo

Um talento que abraça o mundo

Leia primeiro a Parte 1, a Parte 2 e a Parte 3.

Desde As Pontes de Madison, quando Meryl Streep provou que ainda tinha fôlego para encarar Hollywood de frente, a atriz vem interpretando papéis maduros que, talvez, sejam os melhores de toda a sua carreira ao lado de Sofia e Helen Archer. Ainda assim, desde 1983, Streep nunca mais recebeu Oscar algum. Alguns argumentam que o Oscar não é um prêmio para ser levado a sério, o que não encerra discussão, uma vez que a estatueta dourada é o prêmio de maior visibilidade mundial. Teria Meryl se tornado a eterna indicada, a competente atriz que produz belos trabalhos mas que nunca mais conseguiu alcaçar o ápice da interpretação? Ou a Academia teria apenas reconhecido que Streep já alcançou patamares lendários e que seria melhor agraciar outras atrizes com o prêmio? Deixo as questões para meus leitores. De todo modo, este último texto biográfico tentará mostrar que Meryl fez outros trabalhos dignos da estatueta e lançará a pergunta que encerrou o texto anterior: a crescente popularização desta atriz será seu crepúsculo?

Just Streep

Just Streep

Em 2002, Streep interpreta Susan Orlean no filme introspectivo Adaptação, ótimo papel que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante depois de 23 anos. Mas foi em As Horas, um dos melhores filmes da primeira década do novo século, que Streep nos entregou mais um papel primoroso, de uma profudidade que poucas atriz conseguiriam expressar. Clarissa é uma mulher frágil e poderosa, que nos brinda com uma pérola do cinema moderno: I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn’t the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then.

Em 2004, Meryl participa da adaptação Desventuras em Série, como a excêntrica Tia Josephine, personagem plana que ganha vida nas mãos de Streep. Subestimado, Desventuras é um belo e artístico filme, apesar da temática deveras juvenil. No mesmo ano, a atriz interpreta a vilã de Sob Domínio do Mal, Eleanor Shaw, que deixaria Miranda Priestley no chinelo. Também subestimado, o filme é um perturbante thriller político e, confesso, é o longa graças ao qual comecei a apreciar o talento de Meryl Streep. No ano seguinte, a mediana comédia Terapia do Amor nos lembra de seu talento para comédia, esquecido desde A Morte Lhe Cai Bem.

No ano de 2006, dois prodígios. Em A Última Noite, o belo e singelo último filme de Robert Altman, Meryl canta várias canções no mesmo longa, feito inédito e que revela seu talento para a música, que seria aproveitado em Mamma Mia! O fato é que, espalhados por diversos trabalhos, Meryl possui mais de trinta canções, das quais falarei separadamente em outra oportunidade. Em O Diabo Veste Prada, Streep dá vida a um novo ícone, a vilã-nem-tão-vilã-assim, Miranda Priestley, que a colocou denovo nas graças do grande público. O sucesso do filme garantiu uma nova geração de fãs para Meryl Streep, alçando-a à popularidade (talvez maior ainda) que possuía na década de 1980. A décima quarta indicação ao Oscar e uma de suas chances mais reais. Ficou só na chance, a estatueta foi para Helen Mirren.

Don, Meryl, Louisa

Don, Meryl, Louisa

Nos últimos dois anos, uma enxurrada de filmes. Em 2007, Fúria pela Honra, Leões e Cordeiros, O Suspeito e Ao Entardecer, nenhum deles de grande projeção. Em 2008, o mega fenômeno, o musical mais brega e mais animado da história, um paradoxo: Mamma Mia!, que trouxe outra leva de fãs à atriz. Também neste ano, Dúvida, um longa inteligente e bem montado e que lhe trouxe a décima quinta indicação ao Oscar. Para 2009, já esperamos Julie & Julia e It´s complicated.

Dois anos, oito filmes. Em poucas palavras, dentro da lógica de mercado, os estúdios perceberam que Meryl Streep ainda pode dar muito dinheiro. Só Mamma Mia! e O Diabo Veste Prada renderam, juntos, quase um bilhão de dólares. Em época de crise, Streep é rendimento certo. Sorte dos fãs e das audiências de cinema, que podem continuar a apreciar o trabalho da maior atriz viva e quiçá da história de todo o cinema.

A grande questão que se coloca para o futuro é, mais uma vez: será a popularidade de Streep seu crepúsculo, seu respiro final? Afinal, é sabido que o grande público simplesmente enjoa de atores que dão muito as caras nas grandes telas. E quanto mais Streep se populariza, mais papeis mercadológicos acaba escolhendo, o que a distancia da excelência que lhe é devida. E agora, alguém se arrisca a opinar sobre estas questões?

Mais uma vez agradeço a todo o apoio do pessoal da comunidade Meryl Streep – Brasil. Abraços!

See you soon...

See you soon...

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